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Lore tripping: a Geração Z quer viajar atrás de boas histórias


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Uma lenda local, uma tradição curiosa, uma história que só faz sentido quando contada no lugar onde aconteceu: é isso que está levando a Geração Z a escolher destinos nos Estados Unidos, segundo o Airbnb, que deu nome ao movimento: lore tripping.

 

Numa pesquisa online feita pela Focaldata em julho de 2026, com 2 mil adultos americanos (183 deles da Geração Z), 90% dos jovens disseram que cidades pequenas e destinos fora do radar os atraem para as viagens do outono. Preço acessível, cultura local autêntica e atrações inusitadas pesam na escolha. Nas buscas da Geração Z no Airbnb para a temporada, quase metade dos destinos em alta são cidades pequenas. As buscas por Twentynine Palms, na Califórnia, cresceram mais de 50% em relação ao ano anterior; por Hot Springs, no Arkansas, 30%; e por Helen, na Geórgia, 15%.

 

As histórias são o grande atrativo. Point Pleasant, na Virgínia Ocidental, gira em torno do Mothman, uma criatura alada que teria sido vista em 1966 e hoje tem museu, estátua e festival anual. Gibsonton, na Flórida, conhecida como Gibtown, foi base de artistas de circo e de parques itinerantes na entressafra. Williams, no Arizona, foi a última cidade da Route 66 a ser contornada pela rodovia interestadual e mantém letreiros de neon, diners antigos e um trem até o Grand Canyon. Já Helen, na Geórgia, e Leavenworth, em Washington, são antigas cidades madeireiras que se reinventaram com arquitetura alpina e bávara.

 

Para o Heritage Tourism Studio, o lore tripping é, na prática, o turismo de patrimônio com um nome novo, um campo que usa histórias ligadas ao lugar para atrair visitantes há décadas. A recomendação da autora, Heidi Schlag, é que cada comunidade identifique aquilo que tem de específico e trabalhe em parceria com museus, organizações de patrimônio e órgãos de turismo para pesquisar, conectar e divulgar essas histórias.

 

Que aprendizado tiramos disso?
O viajante não busca apenas atrações famosas. Ele procura narrativas que possa descobrir, compartilhar e transformar em memória, e isso abre espaço para destinos e negócios fora dos grandes centros. Para hotéis, restaurantes e operadores, a história do lugar pode ser um ativo: algo a pesquisar, organizar e contar bem, seja num roteiro, num cardápio ou na conversa da recepção. Que história só a sua cidade, ou o seu prédio, tem para contar?

 

Estátua do Mothman, a criatura alada de Point Pleasant

Fonte: Globetrender | Heritage Tourism Studio