Quanto vale a história de um hotel?
Um hotel vende diárias, restaurante e eventos, mas dois ícones do luxo estão mostrando que a própria história também pode virar produto!
Em Londres, o Claridge’s lançou recentemente sua primeira biografia oficial, Claridge’s: Queen of Hotels, Hotel of Kings, escrita pelo historiador Martin Williams e publicada pela Hodder & Stoughton em capa dura, e-book e audiolivro. O livro conta a trajetória da casa desde o início do século 19, quando ainda se chamava Mivart’s Hotel, passando por duas guerras mundiais, até hoje, com a realeza, as estrelas de cinema e os políticos que se hospedaram lá. E o próprio hotel vende o livro na sua loja online.
Já o grupo Mandarin Oriental se uniu à Globe-Trotter, marca britânica que fabrica malas há mais de cem anos, para criar uma coleção exclusiva de malas e acessórios no “verde celadon”, a cor-assinatura do grupo. Para celebrar os 150 anos do Mandarin Oriental Bangkok, saiu ainda uma edição limitada com detalhes comemorativos. As peças ficam expostas nos lobbies dos hotéis de Londres, Pequim e Hong Kong, e os membros do programa de fidelidade do grupo têm desconto exclusivo.
Que aprendizado tiramos disso?
Tradição, aniversário e identidade visual são ativos que podem gerar receita e conteúdo além da diária. Nos dois casos, a marca do hotel sai do quarto e passa a acompanhar o hóspede para casa, seja num livro na estante, seja numa mala na próxima viagem. E a parceria com quem entende do assunto, um historiador ou uma marca centenária, dá credibilidade ao que poderia ser só marketing. Para hotéis menores, a versão possível é contar a história da casa, do prédio ou do bairro no cardápio, no conteúdo ou num produto com a cara da marca. Que história a sua propriedade tem para contar e vender?

Mala da Mandarin Oriental em parceria com a Globe-Trotter

Capa do livro da história do Claridge’s
Fonte: Hachette UK | Claridge’s | Mandarin Oriental