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O hóspede na memória da IA


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Toda nova viagem costuma começar do zero: datas, orçamento, preferências, tudo explicado de novo. E se a ferramenta já soubesse do que você gosta?

É a proposta do Personal Travel Assistant, assistente de viagem com inteligência artificial lançado pela Mindtrip. Ele aprende e guarda as preferências do viajante de uma viagem para a outra. Identifica padrões, como onde a pessoa costuma economizar ou gastar e que tipo de atividade prefere, e usa esse histórico para sugerir voos, hotéis e roteiros. Entre uma sessão de planejamento e outra, a IA segue trabalhando em segundo plano, acompanhando preços de hotéis e alternativas de voo.

Na fase de testes, mais de 18 mil viajantes usaram o assistente, e quem o configurou teve três vezes mais chance de criar uma viagem. A diferença está na lógica: em vez de tratar cada viagem como uma busca isolada, o planejamento fica mais personalizado a cada uso.

E para a hotelaria, como seria? Imagine um hotel que não apenas sabe que o hóspede prefere determinado tipo de quarto, mas reconhece seus padrões: como ele gosta de começar a manhã, que tipo de restaurante procura, quanto tempo costuma ficar na propriedade ou que experiências já fez.

Que aprendizado tiramos disso?

A personalização deixa de ser baseada apenas em dados cadastrais e passa a ser construída sobre memória de comportamento. Quanto mais a tecnologia lembra, menos o hóspede precisa explicar de novo o que gosta e essa sensação de ser reconhecido é o que fideliza. Para o hotel, o primeiro passo não precisa ser uma IA sofisticada: começa por registrar e usar bem o que a equipe já observa a cada estada. Quantas vezes o seu hóspede fiel ainda precisa repetir o que prefere?

Fonte: Trend Hunter