The Infinite Now: quando dormir vira parte do line-up
O festival The Infinite Now propôs uma inversão na lógica dos eventos musicais: em vez de tratar o sono como pausa, ele o incorpora como parte essencial da experiência.
Realizado no Kraftwerk Berlin entre 16 e 18 de maio de 2026, o encontro ocupa 30 horas ininterruptas de programação, nas quais camas, redes e áreas de descanso não são acessórios, são elementos centrais do conceito.
Fruto da colaboração entre os festivais Berlin Atonal e Unsound, o projeto convida o público a atravessar diferentes estados de consciência enquanto percorre uma curadoria de música ambiente, vídeo e instalações imersivas.

A programação acompanha o ciclo do tempo, crepúsculo, noite, amanhecer, dia e novamente crepúsculo, incentivando um fluxo contínuo entre vigília e descanso.
Entre os destaques, a compositora Kali Malone apresenta uma sessão de quatro horas com obras inéditas, pensadas para os momentos mais silenciosos da madrugada. Já Adam Wiltzie revisita o repertório do projeto Stars of the Lid em uma performance de três horas voltada para quem desperta no segundo dia. O cineasta Lois Patiño conduz uma experiência coletiva que mistura cinema e sonho, com o público assistindo reclinado, em estado quase onírico.
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